Palavras flutuam como uma chuva sem fim dentro de um copo de papel.
Elas se mexem selvagemente enquanto deslizam pelo universo.
Um monte de mágoas, uns punhados de alegrias estão passando.
Possuindo-me e acariciando.
Imagens de luzes quebradas que dançam na minha frente como milhões de olhos.
Pensamentos se movem como um vento incansável.
Eles tropeçam cegamente enquanto fazem seu caminho.
Sons de risos, sombras de amor, estão tocando meus ouvidos abertos.
Excitando-me e convidando.
Um amor incondicional, sem limites, que brilha em volta, como milhões de sóis.
_________________________________________________
E eu não sei em que lugar da minha cabeça eu estava quando fiz isso.
terça-feira, 3 de março de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Aranhas azuis no céu.
Não, eu não estou acostumada a ganhar e chegar até o fim sempre. E quando as tinha, não sabia como agir. Não era nada demais. Afinal, as frustrações sempre fizeram parte de mim, e se alojaram sem nenhuma surpresa. Nunca fui mais longe também e isso já não importava. Eu já sabia o final mesmo. Sempre me rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora. Que bocejam diante do comum. Mas ardem, ardem, ardem, ardem feito fogos de artificio, e explodem feito aranhas azuis no céu! Mas hoje, hoje foi diferente. Hoje eu acordei e senti que meu coração é uma célula revolucionária, que as borboletas no meu estômago se tornariam cada vez mais freqüêntes até saírem pela boca, que eu não consigo enxergar o óbvio, porque agora eu posso ver além dele. Não ser ninguém, exceto você mesmo num mundo que se esforça dia e noite pαra torná-lo igual a todo mundo. Sim, hoje eu consegui, eu escrevi minha própria história com um final feliz. =)
domingo, 24 de agosto de 2008
Até amanhã ou depois...
Cá estou, me lanço ao mundo.
Outros cantos, novos encantos.
Que venham livros, jornais, poemetes e um algo a mais.
Viver em busca da notícia, instruir-me ao relento.
Pra aqueles que ficam, pra aqueles que deixo.
Uma estrada, tantos caminhos, em meio à alvorada.
Aqueles que aqui já estiveram, agora por aí estão.
Aqueles que lá estão, agora voltam por alguma razão.
Logo mais sou eu quem se despede.
Agora, de amanhã, de mim, só sobrarão passos,
No vazio do dia, há de ficar feliz vestígio.
Deixo-vos meus caros amigos, por aí, alguns bons e lhanos risos.
Te vejo daqui há alguns anos ou mais.
A estação vai mudar, amigos vou deixar e a nostalgia vai ficar.
Mas os bons ventos levam até o último vagão, nada indica contrária direção.
Na bagagem sorrisos, certezas de um indeciso e uma história pra contar.
Mas um dia eu hei de voltar, pra revê-los, prometo-lhes em não titubear.
Agora o trem vai partir, até amanhã, tenho que ir!
Eu disse, até amanhã...
Por: Marina Santiago Borges
“Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás… mas vá em frente, pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te”.
(Charles Chaplin)
Outros cantos, novos encantos.
Que venham livros, jornais, poemetes e um algo a mais.
Viver em busca da notícia, instruir-me ao relento.
Pra aqueles que ficam, pra aqueles que deixo.
Uma estrada, tantos caminhos, em meio à alvorada.
Aqueles que aqui já estiveram, agora por aí estão.
Aqueles que lá estão, agora voltam por alguma razão.
Logo mais sou eu quem se despede.
Agora, de amanhã, de mim, só sobrarão passos,
No vazio do dia, há de ficar feliz vestígio.
Deixo-vos meus caros amigos, por aí, alguns bons e lhanos risos.
Te vejo daqui há alguns anos ou mais.
A estação vai mudar, amigos vou deixar e a nostalgia vai ficar.
Mas os bons ventos levam até o último vagão, nada indica contrária direção.
Na bagagem sorrisos, certezas de um indeciso e uma história pra contar.
Mas um dia eu hei de voltar, pra revê-los, prometo-lhes em não titubear.
Agora o trem vai partir, até amanhã, tenho que ir!
Eu disse, até amanhã...
Por: Marina Santiago Borges
“Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás… mas vá em frente, pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te”.
(Charles Chaplin)
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Veja bem, meu bem.
Veja bem, meu bem
Sinto te informar que arranjei alguém
pra me confortar.
Este alguém está quando você sai
E eu só posso crer, pois sem ter você
nestes braços tais.
Veja bem, amor.
Onde está você?
Somos no papel, mas não no viver.
Viajar sem mim, me deixar assim.
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.
Enquanto isso, navegando vou sem paz.
Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.
E eu nunca vou te esquecer amor,
Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.
Veja bem além destes fatos vis.
Saiba, traições são bem mais sutis.
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém
chamado saudade.
L. H.
Sinto te informar que arranjei alguém
pra me confortar.
Este alguém está quando você sai
E eu só posso crer, pois sem ter você
nestes braços tais.
Veja bem, amor.
Onde está você?
Somos no papel, mas não no viver.
Viajar sem mim, me deixar assim.
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.
Enquanto isso, navegando vou sem paz.
Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.
E eu nunca vou te esquecer amor,
Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.
Veja bem além destes fatos vis.
Saiba, traições são bem mais sutis.
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém
chamado saudade.
L. H.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Amigos insanos e sérios.
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Fico com aqueles que fazem de mim louca e santa.
Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louca. Louca que senta e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Bianca, Gênia, Kelvin, Renan, Any, Raíssa, Thaís, Zinha, Bruna, Diego, Hique, Deby, Lucas Wirti, Vinícius, Mariana, Fernanda, Camila, Lilian, Dri, Daiana, Abner, Gustavo, Pedro, Lucas Borges, Henrick, Guilherme, João Paulo, Júnior, Renatinha, Felipe, Raquel, Priscila, Alexandre.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Fico com aqueles que fazem de mim louca e santa.
Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louca. Louca que senta e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Bianca, Gênia, Kelvin, Renan, Any, Raíssa, Thaís, Zinha, Bruna, Diego, Hique, Deby, Lucas Wirti, Vinícius, Mariana, Fernanda, Camila, Lilian, Dri, Daiana, Abner, Gustavo, Pedro, Lucas Borges, Henrick, Guilherme, João Paulo, Júnior, Renatinha, Felipe, Raquel, Priscila, Alexandre.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Amor? Que?
O que a gente chama de amor é apenas o álibi consolador de um perverso com uma puta, é somente o véu rosado que cobre o rosto assustador da solidão invencível. Vesti uma carapaça de cinismo, meu coração é castrado. Amor, isto é tudo que a gente encontrou para alienar a depressão pós-cópula, para justificar a fornicação, para consolidar o orgasmo. Ele é a quintessência do Belo, do Bem, do Verdadeiro, que remodela a sua cara escrota, que sublima existência mesquinha. Bom, eu, eu o rejeito. Pratico e louvo o hedonismo mundano, ele me poupa. Ele me poupa das euforias grotescas do primeiro beijo, do primeiro telefonema, de escutar uma dúzia de vezes um simples recado, o mal estar de viver, o porquê de sair todas as noites, a primeira noite, seguida de outras mais, não ter mais nada o que dizer, se afastar, mas ficando mesmo assim junto, brigar, se reconciliar, escondendo que no fundo, tudo está morto e depois de mais nada;
Sofrer...
Sofrer...
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Ela esta bem ao meu lado?
Pra mim não existe felicidade constante;
Existe felicidade momentânea!
Ela pode estar em um doce, em um abraço,
em um súbito beijo;
e em uma mentira bem contada!
Mas uma hora acaba, sempre acaba...
Felicidade é muito relativa.
A felicidade de uns, pode ser a tristeza de outros.
As pessoas perdem tanto tempo procurando,
e esquecem realmente de serem felizes.
Felicidade demais é mentira!
Então me diz! Onde está a verdade nisso tudo
quando alguém passa o dia feliz ao lado de outro,
mas quando se vê só...ela vai embora?!
E eu! Que por um momento achei que tinha encontrado a minha!
Ou que poderia fazer acontecer um dia!
Mas não! Fragmentou-se!
E não dá pra juntar tudo de novo!
Sempre vai faltar um pedaço!
Justo AQUELE pedaço!
Que eu tanto queria, que eu tanto precisava.
A culpa é minha.
Mas não perco a razão...
Troquei felicidade, por pura ilusão...
Todos eram felizes e não sabiam.
O por quê?!
Porque felicidade tem data de validade, mas também data de fabricação...
Eu não sou feliz, eu apenas posso estar.
Existe felicidade momentânea!
Ela pode estar em um doce, em um abraço,
em um súbito beijo;
e em uma mentira bem contada!
Mas uma hora acaba, sempre acaba...
Felicidade é muito relativa.
A felicidade de uns, pode ser a tristeza de outros.
As pessoas perdem tanto tempo procurando,
e esquecem realmente de serem felizes.
Felicidade demais é mentira!
Então me diz! Onde está a verdade nisso tudo
quando alguém passa o dia feliz ao lado de outro,
mas quando se vê só...ela vai embora?!
E eu! Que por um momento achei que tinha encontrado a minha!
Ou que poderia fazer acontecer um dia!
Mas não! Fragmentou-se!
E não dá pra juntar tudo de novo!
Sempre vai faltar um pedaço!
Justo AQUELE pedaço!
Que eu tanto queria, que eu tanto precisava.
A culpa é minha.
Mas não perco a razão...
Troquei felicidade, por pura ilusão...
Todos eram felizes e não sabiam.
O por quê?!
Porque felicidade tem data de validade, mas também data de fabricação...
Eu não sou feliz, eu apenas posso estar.
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