Cá estou, me lanço ao mundo.
Outros cantos, novos encantos.
Que venham livros, jornais, poemetes e um algo a mais.
Viver em busca da notícia, instruir-me ao relento.
Pra aqueles que ficam, pra aqueles que deixo.
Uma estrada, tantos caminhos, em meio à alvorada.
Aqueles que aqui já estiveram, agora por aí estão.
Aqueles que lá estão, agora voltam por alguma razão.
Logo mais sou eu quem se despede.
Agora, de amanhã, de mim, só sobrarão passos,
No vazio do dia, há de ficar feliz vestígio.
Deixo-vos meus caros amigos, por aí, alguns bons e lhanos risos.
Te vejo daqui há alguns anos ou mais.
A estação vai mudar, amigos vou deixar e a nostalgia vai ficar.
Mas os bons ventos levam até o último vagão, nada indica contrária direção.
Na bagagem sorrisos, certezas de um indeciso e uma história pra contar.
Mas um dia eu hei de voltar, pra revê-los, prometo-lhes em não titubear.
Agora o trem vai partir, até amanhã, tenho que ir!
Eu disse, até amanhã...
Por: Marina Santiago Borges
“Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás… mas vá em frente, pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te”.
(Charles Chaplin)
domingo, 24 de agosto de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Veja bem, meu bem.
Veja bem, meu bem
Sinto te informar que arranjei alguém
pra me confortar.
Este alguém está quando você sai
E eu só posso crer, pois sem ter você
nestes braços tais.
Veja bem, amor.
Onde está você?
Somos no papel, mas não no viver.
Viajar sem mim, me deixar assim.
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.
Enquanto isso, navegando vou sem paz.
Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.
E eu nunca vou te esquecer amor,
Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.
Veja bem além destes fatos vis.
Saiba, traições são bem mais sutis.
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém
chamado saudade.
L. H.
Sinto te informar que arranjei alguém
pra me confortar.
Este alguém está quando você sai
E eu só posso crer, pois sem ter você
nestes braços tais.
Veja bem, amor.
Onde está você?
Somos no papel, mas não no viver.
Viajar sem mim, me deixar assim.
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.
Enquanto isso, navegando vou sem paz.
Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.
E eu nunca vou te esquecer amor,
Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.
Veja bem além destes fatos vis.
Saiba, traições são bem mais sutis.
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém
chamado saudade.
L. H.
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