quarta-feira, 25 de junho de 2008

MEGALOMANIA


Ainda ontem tive um sonho, ou pesadelo. Não sei bem ao certo como definir.
Só o que me recordo era que haviam algumas pessoas de estatura superior ao que se considera normal para um ser humano. As mesmas falavam alto, com intuito de chamar a atenção de quem estivesse ao redor. Erguiam as cabeças, empinavam o nariz, mostravam-se autoritárias, tinham o olhar de quem soubesse o que estavam fazendo e aparentavam estar certos em relação ao que almejavam. Ao que me pareciam, obcecados em realizar feitos e atos grandiosos.
Aquele devaneio me deixara intrigada, logo, não pude deixar de associar a megalomania.
Sim, megalomania! Não é de hoje em que o homem vem mostrando sua exorbitante ganância, seja por algo físico, palpável ou simplesmente que condiz a sua elevação moral, se tratando de seu ego.
Um exemplo de megalomaníaco era Adolf Hitler, o ditador queria comandar a Europa e o restante do mundo. Sentia a necessidade de obter poder e usa-lo contra os seus próximos. Adolf Hitler era rancoroso, não tolerava críticas e tinha tendência a menosprezar as pessoas e a buscar vingança, alguém incapaz de aceitar uma brincadeira e era um criminoso compulsivo. Mas que se mostrava perseverante diante da derrota e tinha uma grande obstinação e confiança. Alguns médicos psicólogos e psiquiátras, diziam que Hitler sofria neuroses, paranóia, histeria e esquizofrenia, entre outros males, tanto que veio a cometer suicídio.
Atualmente não é muito diferente. Posso citar como exemplo George Walker Bush, atual presidente dos Estados Unidos. Mas creio que não é preciso muitas explicações sobre este ser, que tem influência mundial em diversos aspectos.
O megalomaníaco em si é presunçoso, mas ao mesmo tempo alguém inseguro de seus atos. Calcula cada movimento com periculosidade para não haver possibilidades de errar. Já que errar é humano, e ele se considera um Deus. Há quem diga que é uma doença de bipolaridade, cujo consiste em variações de humor e falta de sanidade mental. Mas há quem concorde que são necessários para grandes feitos na sociedade, que alguém em sã consciência seria incapaz de realizar.
Mas o que seriam dos grandes feitos e das grandes construções como o Taj Mahal, A Muralha da China, O Vaticano e até mesmo Brasília, se não fossem esses grandes sonhadores e gananciosos pelo grandioso?!
Que ao menos, essa mania de grandeza sirva como trampolim para se realizar coisas de bom senso e não mais sejam julgados como loucos.

Um comentário:

Marô Zamaro disse...

Se for pra pensar dessa forma, Deus é um puta megalomaníaco!

Grandes atos ocasionam grandes conseqüencias, boas ou ruins.
São, querendo ou não, as ambições e impulsionam o mundo, o dinamizam.

A igualdade não existe, há hierarquias sociais sim, e elas vão além de posse monetária, cargos políticos e influência internacional.
A desigualdade mostra a cara no modo como cada um utiliza sua inteligência, privilegiada ou não, para fins próprios, altruístas, ambiciosos, financeiros, separatistas, de demonstração de poder ou pura e simplesmente de sobrevivência.

Ambição não é pecado, nem deve ser considerada ofensiva a quem nada conquista no curso da vida por simplesmente não tentar mudar seu próprio destino.

Ambição é a engrenagem de um mundo em que a competição prevalece, numa seleção natural e inevitável, em que os mais fortes sempre vencerão.